Publicado por: Thiago Jorge | setembro 15, 2007

mudanças

O blog está passando por uma reformulação total, tanto de conteúdo como de layout. Minha idéia é postar os mais variados assuntos, não somente uma visão focada no cinema. Afinal, é neste espaço que falarei de um tudo um pouco, e sempre que assistir a um filme, uma breve opinião estará aqui. :)

Publicado por: Thiago Jorge | fevereiro 28, 2007

Réquiem Para um Sonho

Poster

Eu poderia dar um Oscar para cada atuação do elenco de Requiem. Mas acabo de me lembrar que o Oscar deixou de ser uma premiação justa há muito tempo. Réquiem Para um Sonho é aquele tipo de filme bem dark, que explora o que ser humano tem de mais absurdo, de mais psicologicamente perturbado. A história do filme se concentra em quatro personagens, vítimas de seus próprios desejos: Sarah Goldfarb, o seu filho Harry, a namorada dele Marion e amigo Tyrone. Os quatro mergulham na mais profunda imensidão dos pecados e dos anseios perdidos, tudo isso por causa de uma só coisa: a droga; a cocaína. O filme não é mais uma película que trata desse tema, já que existem tantas por aí provando que as drogam não levam a nada. Mas Requiem é diferente. O que salvou tudo ali foi o elenco. O grandioso elenco. Grandioso em talento mesmo. Ellen Burstyn deu um show de interpretação, fazendo o papel da coitada da mãe do Harry. Ela era a única personagem que não sabia do seu próprio vício; como uma formiga desavisada que cai na teia de uma aranha. Aficcionada por televisão, ela recebe um estranho telefonema de seu programa preferido, o qual convida-a para participar de uma edição. A senhora Goldfarb logo fica excitada com a notícia, e quer aparecer bem bonita na TV, então quer a todo custo emagrecer para caber no vestido vermelho que ela mais gosta, usado na formatura de seu filho Harry. Já ele quer a todo custo se dar bem no submundo do tráfico. Até consegue, mas por pouco tempo, quando as coisas começam a ficar apertadas e mais dificultosas. O fato é que: os quatro personagens vão caindo rapidamente a passos largos no mais profundo poço sem fundo, sem nenhuma luz que possa dar-lhes esperança. Chega um hora que o telespectador talvez fica irritado com tanta sofreguidão, mas o que ele não sabe é que o efeito cinematográfico que isso dá é brilhante. O filme usa o drama como uma espécie de carro-chefe, o qual faz jus durante todos os minutos. A única coisa que se podeter certeza: nenhum dos quatro personagens terá um final feliz nessa jornada. Para mim, uma cena que me chocou bastante, foi a da senhora Goldfarb no “inverno”, andando sem rumo pelas calçadas com aquele efeito magnífico e aquele fundo musical altamente dramático, que me fez chorar bastante. Senti muita pena da senhora. A coitada só queria aparecer na televisão, mas o seu vício a deixou tresloucada. O final do filme não poderia ser mais chocante. Você tirará a mesma conclusão que eu: a que ponto esses personagens chegaram? Porque? E a razão disso tudo? O único ponto que o filme erra é dar as respostas ao público. O diretor errou e feio aí. Se essa questão tivesse ficado aberta, o filme teria um acabemento mais do que perfeito. Mas mesmo assim, a sensação que se tem ao sair do cinema(ou do DVD) depois de assistir a esse filme, é aquele frio na barriga de tantos pensamentos que você começa a elaborar. Provavelmente você vai chorar, e é normal. As drogas não levam a nada, é uma viagem sem volta, é um rumo perdido, é um atalho para a morte. E nisso o filme prova por a+ b.

Publicado por: Thiago Jorge | outubro 1, 2006

Hoje é dia de quê?

Hoje é dia de quê mesmo? Ah, de votar, não é mesmo? Mas será que 135 milhões de brasileiros têm maturidade suficiente para escolher com ciência os que irão governar esta máquina de corrupção a que chamam de Brasil?

Supostamente deveriam ter. A minha rua está suja. Mas não fui eu quem a sujou. As calçadas estão mal feitas, mal projetadas, acabadas. Tem uma praça perto da minha casa e ela está totalmente abandonada, não existe mais verde, as plantas morreram e tudo que restou é uma grama fajuta que nasce em qualquer lugar, até mesmo no meio do concreto. Os brinquedos para as crianças? Os vândalos já quebraram, claro. Agora o que resta são amontoados de ferros coloridos e distorcidos no meio da grama seca. Os postes estão pichados, o meio-fio destruído, a iluminação precária. O piso da praça está velho, esfarelando-se aos poucos. O campo de futebol está com a areia praticamente sólida, as redes das traves são inexistentes, os muros que a cercam estão sujos e riscados. Um descaso total.

Esta situação vem se arrastando há várias eleições. Os candidatos, os mesmos, sempre prometem, claro, a mesmas coisas. Eles são eleitos. E a pracinha perto da minha casa continua com a grama acabada, com o meio-fio destruído, com a feiúra que lhe caracteriza. Não tenho a mínima vontade de sair de casa e freqüentar aquele lugar. O que deveria ser um local de lazer para toda a gente do bairro, de todas as idades, é um local morto onde as mesmas pessoas freqüentam todos os dias os mesmos lugares nas mesmas horas e no mesmo local. E nada muda. E todos irão votar nas mesmas pessoas que prometeram melhor a tríade saúde-educação-moradia.

Votar é realmente a única arma que o cidadão tem contra os urubus que rondam Brasília. Mas o que fazer se apenas uma pequena parte de um todo pensa de uma maneira revolucionária, querendo mudar o país, enquanto que o resto continua votando na mesmice? Nossas esperanças, de certa forma, são ameaçadas por essa gente. A troca de favores ainda existe, o cabresto está aí nos interiores da vida, a ânsia de ser eleito toma conta da cabeça de candidatos que querem um posto na política para fazer parte do time da ladroagem brasileira. Infelizmente, este retrato talvez continuará por um bom tempo. Se não mudou agora, porque mudará daqui a quatro anos?

Vejamos como exemplo esta eleição de 2006. O atual presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva tenta por todas as maneiras, mesmo depois dos escândalos em relação a dossiês para prejudicar a oposição, mais um mandato de quatro anos para acelerar o continuísmo no Brasil. Quando Lula foi eleito em 2003, a minha praça era a mesma de hoje. Com os mesmos problemas. E agora que o mandato acabou, a minha praça continua lá pobre e suja, quatro anos depois. Quem me garante que a singela praça irá mudar nos próximos anos? Que algum deputado irá tentar melhor e, juntamente com a educação dos moradores, a não sujar e quebrar o patrimônio público? Pergunta praticamente sem resposta.

Hoje é dia de votar. De ir às urnas tentar mudar alguma coisa. Pelo menos boa parte da “coisa”. É hora de pelo menos tirar a banda podre do poder, de fazer uma espécie de troca. É nessas horas que tenho que concordar com as palavras de Heloísa Helena, que publicamente diz ser contra a eleição de Collor em Alagoas. Também, sou, querida Heloísa. Quer dizer que o rapaz está arrependido das atrocidades cometidas no início dos anos 90? Hmm… me engana que eu gosto.

Publicado por: Thiago Jorge | setembro 17, 2006

Review Before Sunrise (1995) – Before Sunset (2004)

É maravilhoso notar que obras arte ainda são feitas em pleno século XXI. Esse tempo atual onde produções horríveis e roteiros de terceira estão rodando por Hollywood deixam a cena cinematográfica bastante comprometedora, ofuscando os bons filmes e fazendo com que as pessoas deixem de descobrir que ainda existe filmes a serem apreciados na telona. Tudo começou com Before Sunset (Antes do Amanhecer, 1995), quando Celine conhece por acaso o jovem sedutor Jesse em um trem cross-country na Europa, que ia de Budapeste a Paris. A avó de Celine morava em Budapeste, e ela estava voltando para Paris, pois suas aulas na Universidade de Soubournne na França já iriam começar. Sentada na frente, Celine presencia um casal de alemães discutindo no trem. Não agüentando mais a algazarra, ela vai para trás, sentando paralelo a Jesse, na outra fileira do trem. Os dois se entreolham. É o começo de tudo.

Os diálogos intensos fazem parte do filme. Na verdade, é issoque dá magia ao filme. Foge totalmente dos padrões ignorantes de Hollywood. O que interessa são os diálogos, as falas, as expressões e o que os atores (leia-se personagens) pensam cada um sobre a vida. Logo os dois percebem que não se conheceram assim por acaso… o tal do “destino” havia unido eles, fazendo com que tivessem uma longa noite na Europa. Mas esse interesse parte no trem, quando Jesse logo pergunta “Sei que parece loucura, mas quer passar uam noite comigo em Vienna? Podiamos conversar, ir a bares, teatros, curtir a noite, até o dia amanhecer, pois aí teremos de ir embora, e seguir os nossos rumos”. Parece loucura, mas Celine, a eterna romântica, topa com um pouco de hesitação. Como eu li em outro site, o filme é bastante “papo-cabeça”. São assuntos que fazem parte de nossa vida, pensamentos até que nos fazem refletir muitas vezes, e nos fazem relembrar os bons momentos que já tivemos ao lado de alguém que gostamos. Às vezes, o filme arranca sorrisos dos nossos rostos, sem nem mesmo pedir licença. É aí que está a magia que tanto enfatizo aqui. A “noite de amor” dos dois é esplêndida. Conversa vai e conversa vem, e o filme não se torna monótono de forma alguma. É um filme para pessoas que têm uma mente aberta em relação aos relacionamentos. Se você acha um tédio ficar assistindo duas pessoas (dois atores magníficos, diga-se de passagem) discutindo sobre o amor e a vida durante 105 minutos, favor, não alugar este filme. Perderá o seu tempo.

Nove anos depois, e a idéia do diretor Richard Linklater é posta em prática. Agora a história se passa completamente em Paris. Ao contrário do título do primeiro filme, agora se chama “Antes do Pôr-do-Sol”. Podemos deduzir então que eles se reencontrarão, e aproveitarão cada minuto que lhes restam em Paris, até o sol ir embora, no final da tarde parisiense. É mágico ver novamente o rosto de Julie Delpy, nove anos depois do primeiro filme. Aquele rostinho que se transformara bastante desde 1995. Os atores estão mais velhos, claro, mas o roteiro não. O mesmo romantismo e papo-cabeça. 90 minutos de conversação. Vemos Ethan Hawke e Julie Delpy dando um banho de interpretação andando pela capital francesa, dialogando sobre como foi o reencontro, o que poderia ter acontecido se eles realmente tivessem se encontrado seis meses depois (como foi o combinado). Você sorri novamente. O filme rouba novamente sorrisos de seu rosto, mesmo sem pedir a usual licença. A magia não foi quebrada. Quanto aos aspectos técnicos, a edição do filme peca bastante, podendo ter sido mais trabalhado. Mas o que isso importa? O roteiro coloca qualquer outro defeito especial no chinelo. Sem falar que os próprios atores foram co-escritores do filme, o que incrementa mais ainda uma “realidade” às falas.

Só tenho elogios a fazer ao filme. Se fizessem mais uma outra seqüência daqui a 10 anos, certamente a magia não acabaria. Os papos sobre amor, amizade, casamento, vida.. seriam mais inteligente do que nunca. Mas então, levando o filme à realidade nossa de cada dia, é possível duas pessoas tão intensas, se parecendo tanto, tendo tantas coisas em comum, se conectarem assim tão rapidamente, serem felizes juntas algum dia? Essas pessoas existem na vida real? Na opinião pessoal desse mero ínfimo rídículo escritor de porcarias online… eu acredito.

Publicado por: Thiago Jorge | setembro 13, 2006

The Straight Story

Baseado numa história real.

Perdão. É disso que o filme trata ao longo de seus cento e onze minutos. Alvin Straight é um homem pacato, que vive com sua filha Rosie de meia-idade e problemas mentais em uma pequena cidade numa área rural nos Estados Unidos. No começo do filme já somos apresentados por uma situação-problema (assim como em todos os filmes de Lynch): Alvin está estirado no chão, sem poder mover-se. Um amigo encontra-o e em seguida sua adorada filha entra em pânico quando o vê caído no solo. Alvin vai ao médico contra a própria vontade, e ele indica o uso de bengalas por causa de seus precários movimentos. Depois, o médico também constata problemas visuais, possivelmente conseqüência de diabetes do personagem. Alvin recusa-se a tratamentos e até mesmo a usar as benditas bengalas, mas em seguida acaba cedendo.

Apaixonado por tratores, ele passa o dia a consertar e a mexer em um. Numa cena, ele está mexendo numas ferramentas, perto do veículo, quando um grande trovão anuncia a chegada de um temporal. Em seguida vemos pai e filha sentados à janela observando a chuva torrencial com suas grandes luzes fumegantes provindas dos raios.

  • “I love the light of the storm”, diz Alvin.

  • “Me too, dad”, retruca a filha.

Como de supetão, o telefone toca. Percebemos agora outro grande momento de qualquer filme de David Lynch: um ponto chave. A filha atende o telefone e anuncia para Alvin que seu irmão, Lyle, teve um derrame. Menos um segundo depois, um grande raio soa na cena, com um barulho maior que os raios anteriores. Simbologia, eu diria. Algo aconteceu. Algo vai acontecer. Alvin, de 79 anos, não se aquieta, pois não vê o irmão há dez anos. Numa cena, quando sua filha está na janela observando a paisagem, Alvin aparece de repente e anuncia que vai enfrentar as estradas. Há bastante convicção na expressão do personagem.

Tempo depois, mesmo sem o consentimentos dos amigos, que o chamavam de louco, Alvin pega seu trator, arruma uma pequeno trailer, e sai na estrada em busca de seu irmão. Acompanhamos o personagem nessa viagem maravilhosa que ele faz ao seu próprio passado, redescobrindo sentimentos e pensamentos até então escondidos. Aos 24 minutos do filme somos presenteados com uma bela trilha sonora composta e conduzida por Angelo Badalamenti (parceiro de Lynch há anos). Uma pequena canção de piano/violão que nos toca se realmente estivermos entendido o propósito do filme. E lá se vai Alvin Straight, um homem já de muita idade, só com a cara e a coragem, atrás de rever o seu grande irmão, que mora há mais de 300 milhas de onde ele está. Quando o vemos dirigindo o minúsculo trailer, logo pensamos “mas que frágil homem é esse! como ele conseguirá atravessar metade do país sozinho com esta idade e com este trator?”. Pois é. Tudo é questão de querer e de quebrar, ultrapassando as barreiras. Quando queremos algo, e miramos o nosso objetivo, o que os impede? Algo teoricamente pode até nos impedir, mas e se forem somente dificuldades ideológicas, que criamos sem propósito algum, só para não colocarmos à frente grandes projetos em nossa vida? Um homem de 79 anos pensa assim. Nunca me esquecerei de uma frase que Alvin disse em alguma parte deste filme. Um ciclista pergunta, “e então Alvin, qual a parte melhor de ser velho?” e ele responde: “olhar para trás, e se lembrar da sua juventude”. Ele conhece pessoas estranhas em sua vida, faz confidências a elas, encontra pessoas em uma pequena cidade, já perto do seu destino. Mas seu trator acaba dando um problema, fazendo com que permanecesse dois dias no local. Essa também é umas das principais cenas do filme: a receptividade daquele povo para com Alvin.

E logo depois chega o final do filme, quando Alvin, já cansado, consegue com muita dificuldade encontrar a casa do seu irmão. E com esse final, fazemos uma pequena reflexão sobre o sentido das coisas, o sentido do personagem ter traçado todo esse caminho até chegar ao seu final encontrando o irmão doente. No começo deste texto eu disse que o filme baseava-se no perdão. E agora sim esta afirmação faz sentido. Alvin e o irmão eram próximos mas infelizmente, por conta de problemas, ficaram sem se falar por dez anos. Mas podiam ter mantido contato memso assim. Mas não mantiveram. Depois de saber que ele estava quase à beira da morte, e com medo de nunca mais vê-lo, Alvin entrega-se ao perigo e ao objetivo de ir visitá-lo de vez. Perdoando-o por todo esse tempo de ausência, deixando de lado todas as implicações que talvez tiveram durante todo este tempo. Para quê? Porque? A película deixa estas singelas perguntas no ar. Talvez essa seja a maravilha de todos os cento e onze minutos. E de todos os filmes de Lynch.

Publicado por: Thiago Jorge | setembro 7, 2006

Blue Velvet

É frustrante tentar escrever sobre um filme de David Lynch. É quase como querer perguntar para uma aranha como ela faz uma teia tão bonita e tão perfeita. Ela não vai dizer. Porque animais não falam. O filme fala por si só.

Lynch criou toda uma simbologia para o seu cinema. Os mais inteligentes que descobrissem uma maneira de achar a solução. Veludo Azul é mais ou menos assim: uma cadeia de mistérios envolve uma pequena cidade interiorana, e você é “automaticamente” levado a ela e é também sugado pelo desejo de tentar descobrir o que é a todo custo. O filme começa com o grande clichê: paisagem perfeita, flores lindas, céu azul, bombeiro dando tchauzinho, um agente de trânsito atravessando crianças na rua, um homem normal aguando as plantas de seu jardim. Mas é aí que começa: o homem tem um derrame e cai no chão. E aí que mora a simbologia. “Nem tudo está tão perfeito assim”. Na outra cena o personagem principal acha uma orelha cortada no meio da grama. A câmera focaliza a orelha e “entra” nela. É como se fosse uma passagem para o outro mundo. O mundo de mistérios. Vale salientar a tagline do filme “It’s a strange, strange world..”

O elenco foi super bem escolhido pelo Lynch. Naqueles idos anos de 1986, ele queria muito trabalhar com Kyle McLachlan e Laura Dern. O motivo pelo qual ele escolheu Kyle me impressionou bastante. Pelas palavras do próprio: “Muitos atores têm o rostinho bonito mas não conseguem pensar enquanto atuam. O Kyle não… ele tem um olhar que ‘pensa’ enquanto atua. Queria alguém assim. Com o olhar de mistério, que ‘pensasse’ enquanto atuasse, enquanto estivesse numa cena”.

Aos poucos o telespectador entende o mistério do filme, e vai descobrindo passo-a-passo junto com a dupla Kyle & Laura o quê e qual a finalidade de tudo. Uma coisa interessantíssima: no filme há várias insinuações sobre a misteriosa morte de Lincoln. Sim, o ex-presidente da terra do Tio Sam. Do nada a câmera focaliza o nome da rua “Lincoln Street”. E também o nome de um personagem, “Frank Booth”. Esse sobrenome faz referência ao nome do possível assassino do ex-presidente. Lynch queria nos dizer alguma coisa? Maybe yes, maybe not. Alguns também dizem que a posição com que a “mulher de cabelo azul” de Mulholland Drive sentava era a mesma de Lincoln nos tempos da política. Quem viu o filme entende.

O filme foi baseado também na música “Blue Velvet” de Bobby Vinton. Se você ler a música e assistir ao filme, verá muitas menções à letra. Uma vela acesa queimando, por exemplo, aparece constantemente entre as cenas. E se você ler a letra da música verá essa passagem. Bizarro, mas não deixa de ser interessante.

E no final do filme você descobrirá todo o mistério. E ficará aliviado. E se sentirá um ‘detetive júnior’, igual como o Jeffrey Beaumont. E também ficará eternamente se perguntando o porquê de tanta simbologia, e o que isso vai influenciar em nossas vidas algum dia. Pois é. Mesmo assim, pela originalidade e o grande desafio que Lynch teve ao lançar esse filme, merece as cinco estrelas. Limpinhas e polidas. =D

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